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Última atualizaçao: Setembro/2012

 

O Tiro Prático como esporte se originou no sul da Califórnia no anos 50.
Inicialmente, as provas eram uma mistura de desafios que envolviam sacar a arma rapidamente, vencer ou contornar obstáculos de modo a poder visualizar os alvos.

Em 1976 foi fundada a IPSC (International Practical Shooting Confederation) por representantes de nove países onde o esporte começava a se popularizar. 

O Coronel Americano Jeff Cooper (falecido em set/2006), que é considerado como o "pai" de nosso esporte, foi eleito como primeiro presidente da IPSC. Neste evento, conhecido como "Conferência de Columbia", foi dado início a criação de um corpo administrativo e ao processo de padronização e divulgação das regras. Hoje, a IPSC reúne mais de 60 países e são promovidas competições com mais de 900 participantes.

Os esportistas não fazem parte da IPSC individualmente, somente as "Regiões". O Brasil forma uma "Região" e possui um representante, o Diretor Regional. A CBPT (Confederação Brasileira de Tiro Prático) é a autoridade maior do esporte em nosso país. Os estados possuem Federações e finalmente temos os Clubes que congregam os esportistas e que promovem as competições.

Uma importante parte de nossa organização é o quadro de Arbitragem, formado por esportistas voluntários que fazem cursos para poder aplicar corretamente as regras e zelar pelo bom andamento e segurança das competições. A Arbitragem possui uma estrutura independente dentro da CBTP, a chamada NROI-Brasil que é dirigida por um membro indicado pelo presidente da CBTP.

O Tiro Prático tenta medir a habilidade do esportista em atirar com velocidade e precisão. Em resumo, uma competição de Tiro Prático possui os seguintes elementos:

Um conjunto de pistas de tiro, constituídas por um conjunto de alvos padrão colocados a diferentes distâncias e diversos posicionamentos.

Ao sinal de início, o competidor percorre a pista e engaja os diversos alvos à medida em que consegue visualizá-los, sempre acompanhado de perto por um árbitro que zela pela segurança e cumprimento das regras. Ao término, é marcado o tempo gasto e é efetuada a verificação e pontuação dos alvos. A pontuação da pista é obtida dividindo-se o total de pontos obtidos pelo tempo gasto. Ganha a prova quem obtiver o maior número de pontos.

O equilíbrio entre velocidade e precisão é o elemento que confere a dinâmica ao Tiro Prático. O esportista passa a ter como maior desafio superar suas próprias limitações em um constante e infindável processo de crescimento e aperfeiçoamento onde novas técnicas, equipamentos e força de vontade se fundem.

 

regulamento do campeonato de 2009

Outubro 20, 2011

1 - DA ARMA

a. O comprimento do cano não deverá exceder a 6" (seis polegadas) para revólveres;

b. É vedado o uso de munição de fogo circular;

c. Seguir-se-á o regulamento da NRA (National Rifle Association);

d. É vedado o uso de pistolas calibre .32SWL tipo "olímpico" como FAZ, HAMERLI

ou WALTHER GSP; e

e. É expressamente vedada a utilização de tecla de gatilho cuja largura seja igual ou

superior à largura do guarda-mato.

2- DOS ACESSÓRIOS

a. Não é permitido o uso de cabos envolventes; e

b. É permitido o uso de “jet” ou “Speed loader” e assemelhados.

3 – DOS ALVOS

a. Será adotado ao alvo oval duplo, pequeno, homologado pela Federação Paulista de

Tiro Prático. Na hipótese de um dos alvos se encontrar com mais de 10 (dez)

orifícios, o atirador perde o melhor ponto daquele alvo; e

b. A distancia de tiro será de 15 (quinze) metros.

4 – DA POSIÇÃO DE TIRO

a. O atirador deverá ficar na posição em pé, com ambos os pés no solo, sem nenhum

tipo de apoio ou suporte. A arma deverá estar no coldre (padrão de segurança

IPSC), com braços estendidos e relaxados com ambas às mãos ao longo do corpo.

5 – DAS COMPETIÇÕES

O Campeonato consistirá de nove provas (etapas) conforme o calendário 2009 do CTP,

com três descartes e pontos corridos.

Cada prova terá início às 09:00 horas e consistirá de 20 (vinte) disparos, sem ensaio, sendo

os 10 (dez) primeiros no alvo da esquerda e os 10 (dez) últimos no alvo da direita, da

seguinte forma:

a. 03(três) séries, sendo a primeira série de 10 (dez) disparos em 30 (trinta) segundos

com uma recarga obrigatória, a segunda série com 05 (cinco) disparos em 10 (dez)

segundos e a terceira série com 05 (cinco) disparos em 08 (oito) segundos;

b. Para cada série, ao comando do juiz da prova, os atiradores deverão carregar a arma

com 06 (seis) cartuchos no máximo. (inclusive as pistolas);

c. Ao comando de “Atiradores Prontos?” os mesmos deverão estar com os braços

estendidos e relaxados ao longo do corpo;

d. Caso o competidor diga “Não Pronto!”, será dado 10 (dez) segundos, findo os quais

o juiz da prova (RO - Range Officer) perguntará novamente “Atiradores Prontos?” e

então após um sinal sonoro serão efetuados 10 (dez) disparos em 30 (trinta)

segundos (primeira série), posteriormente 5 (cinco) disparos em 10(dez) segundos

(segunda série) e após, mais 5 (cinco disparos) em 8(oito) segundos (terceira série),

todas as séries através de comandos distintos;

e. Em uma mesma série não será aceita mais de uma contestação “Não Pronto”; e

f. Penalidades “Overtime”: Será descontado o melhor tiro da série por cada disparo

efetuado após o sinal de parada.

6 – DO DESEMPATE

Em caso de empate do campeonato do primeiro ao terceiro lugares, em qualquer categoria,

proceder-se-á ao desempate direto, constituindo-se a mesma, de 01 (uma) série de 10 (dez)

disparos em 30 (trinta) segundos com uma recarga obrigatória. Persistindo o empate,

prosseguir-se-á em séries de 5 (cinco) disparos em 10 (dez) segundos, até que se obtenha o

vencedor.

7 – DAS CATEGORIAS

a. Revólver “Stock” – Arma original de fábrica, sendo permitida a troca de miras fixas

por reguláveis e dos canos por outros de iguais características ao do original da

arma. É expressamente proibido o uso de canos tipo “Bull barrel”, de

compensadores, “ports” e contra-pesos;

b. Pistola “Stock”- arma original de fábrica, sendo permitida a troca de miras fixas por

reguláveis, e dos canos por outros de iguais características aos originais das armas.

É expressamente proibido o uso de canos tipo “Bull barrel”, de compensadores,

“ports”, contra-pesos e/ou miras óticas ou eletrônicas; e

c. “Snubby” (capenga) 5 tiros – com cano de no máximo 3" (três) polegadas de

comprimento e sem mira regulável ou ótica.

8 – DA PREMIAÇÃO

A premiação do campeonato se dará por ocasião da festa de encerramento do ano, nas

categorias descritas anteriormente do 1° ao 3° colocados, desde que tenha participado de o

mínimo três etapas.

9 – DA DISCIPLINA

Normas a serem observadas pelo atirador durante a competição:

a. É vedado fumar enquanto estiver na linha de tiro;

b. Toda vez que um atirador necessitar dirigir-se ao juiz da prova deverá fazê-lo de

maneira a não atrapalhar aos demais atiradores; e

c. Não atentar contra as normas de segurança. Exemplo: Manuseio de armas e/ou

carregamento no posto de tiro sem autorização.

No caso de infração ao presente regulamento ou não acatamento das decisões do RO, serão

aplicadas as seguintes penalidades disciplinares;

a. Advertência verbal;

b. Penalização de 2 (dois) pontos no resultado final; e

c. Desclassificação.

10 – ERRO DE PROCEDIMENTO

a. Se municiar a arma com mais de 06 (seis) cartuchos;

b. Se efetuar o disparo antes do sinal sonoro de início da série; e

c. Se não obedecer ao comando do RO.

Obs.: Para cada erro de procedimento será descontado 10 (dez) pontos.

11 – INSCRIÇÕES

a. As inscrições serão efetuadas na secretaria do CTP até às 11:00 horas do dia de cada

prova; e

b. A taxa de inscrição será de R$ 15,00 pela primeira arma, R$ 10,00 pela segunda e

R$ 5,00 pela terceira; e

c. O RO ficará isento da taxa de inscrição.

12 – DISPOSIÇÕES GERAIS

a. Todos os expedientes e/ou equipamentos que possam a vir facilitar o tiro, e que não

foram aqui mencionados ou ainda, contrariem o espírito destas regras, são

proibidos; e

b. O RO terá o direito de examinar o equipamento do atirador e impugnar os

resultados caso julgue em desacordo com as normas estabelecidas.

13 – DISPOSIÇÕES FINAIS

a. Casos omissos ou não previstos neste Regulamento serão resolvidos pelo RO; e

b. Todo atirador deverá ter conhecimento das regras e cuidar para que elas sejam

cumpridas.